Novo projeto de Lei em tramitação proíbe fogos de artifício com poluição sonora

No dia 6 de fevereiro de 2020, foi protocolado na Câmara dos Deputados mais um PL (Projeto de Lei) que proíbe a produção e venda de fogos de artifício que produzem poluição sonora. A nova PL em tramitação no poder legislativo é de autoria do deputado Mauro Nazif, que a exemplo de outros projetos semelhantes que também estão em tramitação, reforça a justificativa de Crime Ambiental de acordo com a Lei 9.605/1998. A proibição de fogos de artifício com poluição sonora tem como foco proteger os animais e pessoas contra o barulho prejudicial produzido com a explosão dos artefatos.

As notícias sobre a nova PL que vem para reforçar outros projetos semelhantes em tramitação, foram divulgadas no dia 6 de fevereiro deste ano. Um dos maiores motivos para o PL 205/2020 de Nazif, é que o som produzido pela queima dos artefatos explosivos provoca uma onda sonora que se estende por uma grande área com decibéis acima do aceitável. Essa forte onda sonora produzida constantemente com a queima de inúmeros fogos é prejudicial à saúde dos animais e seres humanos dentro da área de propagação do som da explosão.

De acordo com a PL 4325/2019, lançada pelo deputado Bohn Gass, o maior motivo do projeto é que os cães sofrem violentamente com queimas de fogos, principalmente no Natal e Ano Novo. “Esses animais, assim como outros na natureza, possuem uma capacidade auditiva superior à nossa. Os impactos ambientais da queima de fogos vai além dos cães, mais pelo convívio com o ser humano, é possível observar o sofrimento deles. Além de sofrerem bastante e muitos deles se perderem em noites de fogos, muitos cães desenvolvem fobias devido ao barulho excessivo”, reforça Gass.

“Hoje, existem fogos de artifícios silenciosos. O som estrondoso produzido por fogos de artifício, principalmente na virada de ano, provoca sofrimento em crianças e adultos com Transtorno do Espectro do Autismo, em bebês, pessoas idosas e em várias espécies de animais silvestres e domésticos. Desta forma, não é preciso interromper a cultura da queima de fogos em território nacional, basta nos adaptarmos para a utilização de fogos sem poluição sonora”, explica Nazif.

Dentre os projetos de Lei sobre o assunto que estão em tramitação, o PL 2130/2019 é o que está mais próximo de ser aprovado. Esse projeto lançado em 2019 é de autoria do ativista Rogério Nagai, que lançou o projeto por meio do portal e-Cidadania. O ativista luta pela causa animal e pelo meio ambiente e enviou a proposta semelhante as outras em tramitação em agosto do ano passado. O projeto ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos e seguir em frente para entrar e vigor.

Meditação e música promovem o bem-estar de profissionais de saúde, diz estudo

Após um ano de estudos que apontaram diversas necessidades de profissionais de saúde que atendem mulheres grávidas em reduzir o estresse cotidiano, estudiosos do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, localizado em São Paulo, perceberam que a meditação e a música são ferramentas fundamentais para o relaxamento destes profissionais e das mulheres. Percebendo o potencial da aplicação destas técnicas de relaxamento, o hospital teve a iniciativa organizada pelo corpo docente do curso de Obstetrícia da EACH-USP.

A iniciativa ocorreu a partir da parceria entre o Serviço de Educação Continuada do hospital de responsabilidade da Enfermeira Elisabete Ozeki, com as professoras: Dora M. Salcedo-Barrientos, Rosemeire Sartori de Albuquerque e Maristela Urasaki.

As notícias sobre o estudo, foram divulgadas pela USP (Universidade de São Paulo) em fevereiro de 2020, mostrando a evolução do comportamento dos profissionais e seus familiares durante o pré-natal, ao decorrer do parto e no pós-parto, e todo o comportamento da equipe de médicos, enfermeiros e auxiliares durante este processo. O estudo levanta as condições habituais de risco, de problemas ginecológicos e dos níveis de estresse de todos os profissionais envolvidos com o atendimento das gestantes.

O hospital é especializado no atendimento de mulheres grávidas estrangeiras, principalmente da América do Sul. Os especialistas que trabalham no hospital já presenciaram aspectos peculiares do cotidiano neste tipo de atendimento. As morbidades e índices de mortalidades entre mães e bebes recém-nascidos, situações de violência, depressão pós-parto, gravidez de risco, são alguns dos exemplos que a equipe do hospital presencia diariamente no atendimento prestado.

Para corroborar com os motivos que desencadeiam estresse entre os profissionais de saúde, estudos antigos que associam o estresse em ambientes fechados e como isso pode provocar comportamentos não saudáveis para a equipe de saúde, foram utilizados para reforçar o novo estudo da USP. Os estudos sobre o assunto mostram que alteração do sono, baixa estima, falta de apetite, tristeza, irritabilidade, angustia e medo entre os profissionais que experimentam constantemente situações de estresse excessivo, são comuns em diversos setores.

Com o novo estudo realizado pelo corpo docente da universidade, percebeu-se uma enorme melhora em todos esses comportamentos com a introdução de práticas constantes de meditação e música. A reconstrução de paisagens sonoras e a meditação são as ferramentas utilizadas pela equipe de Obstetrícia, Neonatologia e Ginecologia do hospital. Um dos pontos positivos neste tipo de abordagem é que, os profissionais de saúde não necessitam de conhecimento prévio, ela não interfere em qualquer crença religiosa ou filosófica dos profissionais e pode ser colocada em prática por qualquer pessoa.

Cidade do México proíbe o uso de sacolas e outros plásticos descartáveis

Desde janeiro de 2020, entrou em vigor na populosa Cidade do México a proibição do uso de plásticos descartável. A proibição faz parte de um projeto de Lei instituído pelo poder público da cidade no ano passado. As notícias sobre essa importante decisão, foram divulgadas em fevereiro deste ano. O objetivo da medida corrobora com uma proposta de redução da produção de lixo proveniente do plástico. A Cidade do México produz ao todo 13 mil toneladas de lixo diariamente, e com a medida pretende reduzir esse número pela metade.

A cidade proibiu a distribuição ou a comercialização de sacolas plásticas e outros produtos descartáveis, como copos, balões, canudos e talheres. Essa medida está de acordo com a proposta de redução de plástico no ecossistema e biomas do planeta impostas pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por outros organismos preocupados com a saúde do planeta. Os responsáveis pela medida prevêem reflexos positivos bastante significativos, considerando que a Cidade do México comporta mais de 30 milhões de habitantes.

No Brasil, esse tipo de medida também vem sendo instituída pelo poder público e São Paulo e Rio de Janeiro já lançaram suas próprias legislações municipais proibindo o uso de plásticos recicláveis. No caso de São Paulo, as medidas já vêm sendo colocadas em prática desde 2019, quando a prefeitura da cidade proibiu o fornecimento de canudos nos estabelecimentos da cidade. Este ano, entrou em vigor na capital paulista a proibição de utensílios plásticos fornecidos pelos estabelecimentos.

Segundo um levantamento realizado pela organização WWF-Brasil, a cada ano são despejados mais de 10 milhões de toneladas de plásticos nos oceanos. Esse material é altamente tóxico para o ecossistema marinho e já provocou a morte de mais de 270 espécies de animais por estrangulamento. Ou seja, sacolas e outros materiais plásticos acabam se enroscando na face e na região da garganta dos animais provocando morte por asfixia. Esse é um dos grandes males, pois, além disso, o microplástico acaba indo parar no organismo de diversos animais marinhos. O nível de contaminação já está acima de quaisquer níveis tolerados, de acordo com a organização.

Entre os animais prejudicados estão pássaros, répteis, mamíferos e peixes, que são resgatados diariamente com ferimentos provocados por estrangulamento, portando lesões graves e crônicas. Muitos não são resgatados a tempo e morrem com os ferimentos. Já foram relatados a ingestão de plástico por mais de 240 espécies de animais, que acabam ingerindo o material por acidente ou por confundirem com alimento.

Proibição de reconhecimento já é realidade nos EUA

Quem é que se sentiria à vontade sabendo que está sendo vigiado em um simples passeio na rua? Essa questão coloca em discussão a tecnologia de reconhecimento facial. Quantas vezes por dia esse recurso pode analisar o rosto das pessoas? Essa é uma pergunta que coloca um limite de informações pessoais pelo poder público, mesmo que isso seja para pegar criminosos porque confronta com os direitos individuais de cada cidadão.

Nos Estados Unidos, Cambridge, não aceita as tecnologias de reconhecimento facial que são usadas pelo poder público. A cidade abriga a grande instituição reconhecida mundialmente Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a prestigiada Harvard. Por isso, Cambridge tem uma decisão de peso que pode ser refletida nos demais estados. São Francisco, também famoso pelo Vale do Silício, é outro lugar que proibiu essa maneira de vigilância.

A especialista Mariana Valente afirma que cidades como essas, que negaram o reconhecimento facial, surpreendem porque demonstram que não a todo custo que a tecnologia é comemorada. Existe uma atenção para os riscos que ferramentas como essas podem gerar na sociedade.

Um dos pontos que fortalecem o banimento é a falha e falta de comprovação da eficácia. Uma pessoa que tem contato direto com esse recurso está mais atenta aos danos que podem gerar para as pessoas. Em contrapartida, a população em geral pensa que não precisa se preocupar porque não tem nada a esconder, porém isso é um perigo. É importante refletir se todos os momentos, todos os passos, todas ações em público fossem monitoradas, isso seria realmente benéfico?

Ainda não existe um movimento mais robusto que se levanta contra a coleta de dados. A União Americana das Liberdades Civis (ACLU) é umas das poucas que combate o uso de reconhecimento facial nos EUA. Cambridge teve apoio dessa organização que reivindica uma moratória para o uso desse recurso. As cidades de Brookline, Northampton, Somerville e Oakland já possuem leis que impedem essa tecnologia da mesma maneira que Cambridge.

Em um experimento com funcionários públicos, a ACLU armazenou 120 fotos e os comparou a 25 mil fichas criminais. As notícias do resultado? Vinte e seis pessoas identificadas de maneira equivocada.

Estudo comprova que pintura do final do século XIX pertence a Van Gogh

Uma extensa avaliação feita por pesquisadores da Holanda comprovou que um autorretrato de Vincent Van Gogh, pintado em 1889, é autêntico. A obra teria sido feita enquanto o pintor esteve internado em um sanatório francês, sendo tratado por seus problemas psiquiátricos.

Através de uma entrevista concedida dentro do Museu Van Gogh, situado em Amsterdã, os pesquisadores envolvidos nesse estudo destacaram que as dúvidas sobre a autenticidade da obra existiam desde a década de 70, quando a obra passou a fazer parte da coleção atual do Museu Nacional de Oslo, o qual a comprou no início do século XX, por acreditar de fato que o quadro era um autorretrato original feito por Van Gogh.

De acordo com um dos pesquisadores sênior do Museu Van Gogh, Louis van Tilborgh, esse estudo de autenticidade teve início ainda em 2014, e só agora foi realmente possível atestar que a obra é verdadeira, assim como o seu ano de concepção.

Após esse longo tempo de pesquisa, a confirmação pôde ser realizada devido ao conjunto de características estilísticas e técnicas presentes na pintura, o qual é notado através das tonalidades utilizadas e seu estilo característico, que segue o padrão do pós-impressionista holandês. Além disso, há ainda uma carta escrita por Van Gogh da mesma época em que pintou a obra durante sua internação no sanatório de Saint-Rémy de Provence.

Segundo notícias da imprensa internacional, estudo é importantíssimo para o entendimento de Van Gogh como artista, tendo em vista que até então acreditava-se que o pintor não havia mais pintado nenhum quadro enquanto sofria de psicose. No entanto, esse autorretrato prova o contrário, e ainda é um exemplo de como o pintor se enxergava no período em que esteve no hospital psiquiátrico.

Nascido em Zundert, pequena vila holandesa, Vincent Van Gogh é um dos nomes mais importantes da pintura pós-impressionista, e apesar de ter tido uma carreira relativamente curta, devido a sua morte precoce aos 37 anos, o pintor produziu inúmeras obras de grande reconhecimento no meio. Entre elas, é possível destacar os ícones “Os Girassóis”, “A Noite Estrelada”, “A Vinha Vermelha”, “Autorretrato com a Orelha Cortada” e “Campo de Trigo com Corvos”.

Alta histórica do dólar é reflexo de pandemia e problemas fiscais no Brasil

Na abertura do mercado no dia 12 de março de 2020, o dólar abril em forte alta e atingiu a máxima histórica de R$ 5,02. Os analistas do mercado presenciaram mais um dia de notícias turbulentas, com o dólar em disparada e o Ibovespa em queda brusca. Um dos motivos para o pânico que se instalou no mercado global foi o anúncio oficial feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde) classificando o surto de covid-19 em pandemia e logo após a proibição de viagens de norte-americanos à Europa, feito pelo governo dos Estados Unidos.

Por volta das 9h32 do dia 12 de março, a alta do dólar frente ao real fez um leve recuo e se manteve por alguns minutos na casa dos R$ 4,94. Esse é o maior preço no câmbio entre o dólar e o real já registrado, desconsiderando a inflação. Devido a esse enorme salto, a acumulado em 2020 da moeda norte-americano diante do real já é de 23%. Mesmo com o anúncio do BC (Banco Central) de leiloar US$ 2,5 bilhões no dia 12 de março, o movimento não pode ser contido.

No pregão do dia 11 de março deste ano, o dólar fechou em alta de 1,65%, encerrando o dia em R$ 4,72, equivalente a um acumulado de 17,75% no ano. Somados ao anúncio da OMS com a nova classificação do coronavírus, a queda do preço do petróleo, a alta do dólar também foi motivada após os impactos orçamentários com o projeto do BCP (Benefícios de Prestação Continuada) que poderão atingir R$ 20 bilhões. O projeto tinha sido vetado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, mas o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional no dia 11 de março deste ano.

Os mercados na Europa abriram em queda após a proibição de americanos viajarem para países da Europa, que deverá ser mantida pelos próximos 30 dias. Outras medidas anunciadas por Donald Trump, não convenceram os investidores de que a economia norte-americana está controlada.

ONU revela novos dados e alerta sobre as ameças da pecuária ao planeta

No dia 9 de março de 2020, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou novas notícias afirmando que a pecuária é uma das maiores ameaças do clima global. A afirmação feita pela organização é baseada em vários estudos recentes e de longa data que apontam a prática como insustentável. A ONU divulgou novos dados sobre o mal causado pela pecuária em seu canal no Youtube e no site da organização. Sobre a questão das mudanças climáticas, o principal motivo do aumento das emissões de gases de efeito estufa relacionados com a pecuária é o desmatamento para a criação de gados e para o plantio de grãos. Sabe-se que 50% de toda a produção mundial de grãos e leguminosas (milho e soja), são para alimentar os animais de abate.

Para apresentar os dados com autoridade, a organização convidou Patrick O. Brown, CEO da Impossible Foods, e Ethan Brown, CEO da Beyond Meat. As startups são consideradas duas das maiores empresas de alimentos à base de plantas do mercado norte-americano. “O uso dos animais na alimentação humana é encarado como o maior desafio de sustentabilidade nesta década. Vamos esquecer as imagens que foram impregnadas em nossas mentes com os problemas ambientais causados por hidrelétricas, por exemplo, pois esse é um problema que não chega nem perto. Não há nenhum cenário capaz de conter as catástrofes que poderão ocorrer no planeta se a pecuária continuar em ascensão”, explica Patrick O. Brown.

Ethan Brow concorda com o que foi dito por Patrick e reforça lembrando que 80% da área destinada à agricultura nos EUA estão ocupadas pelos criadores de animais de abate. “O número é extremamente alto e poderia ser convertido em mais produção de hortaliças, legumes e vegetais frescos”.

“Se tivéssemos o poder de estalar os dedos e fazer a indústria baseada em alimentos de origem animal desaparecer de repente, investiríamos pesado na recuperação dessas áreas para o plantio e conseguiríamos elevar a quantidade de alimentos frescos e saudáveis para um maior número de pessoas, além é claro, de reduzirmos significativamente a redução de gás carbônico na atmosfera. Isso tudo é uma possibilidade que pode acontecer de forma gradual ao longo das próximas décadas”, explica Patrick.

De acordo com a ONU e com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil já conta com 350 milhões de hectares de área destinada ao agronegócio, o que representa 40% de todo o território brasileiro. O instituto aponta que existem 213,5 milhões de cabeças de gados bovinos registradas como criação comercial somente no Brasil. Mas já é de conhecimento geral que os animais criados em áreas clandestinas, principalmente áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia, sustentam o mercado de carne bovina em todo o mundo.

Projeto de infraestrutura poderá criar ‘Chinatown’ na cidade de São Paulo

Não é nenhuma novidade que os chineses são parceiros comerciais importantíssimos do Brasil. Para comemorar essa longa parceria, em 2024, os dois países irão celebrar o 50º aniversário das relações diplomáticas. Com a intenção de fortalecer ainda mais essa relação comercial, o Ibrachina (Instituto Sociocultural Brasil-China) pretende construir nos próximos quatro anos uma “Chinatown” em São Paulo. O projeto foi elaborado pelo Ibrachina com o apoio da comunidade chinesa e se for aprovado pelo poder municipal, deverá ser instalado na região central de São Paulo nos próximos quatro anos.

A nova “Chinatown brasileira” ocuparia uma área que se estenderia por Ruas da Cantareira, Avenidas Mercúrio, Av. do Estado, e São Caetano. O local escolhido para o projeto está bem próximo da Rua 25 de Março e do Mercado Municipal. Thomas Law, atual presidente do Ibrachina, explica que a região escolhida para a implantação do projeto levou em consideração os milhares de chineses que já estabelecem um grande comércio na região. “Há uma forte concentração de chineses no comércio em São Paulo, principalmente ocupando pontos decadentes e com baixa infraestrutura. A ideia é revitalizar o comércio na região dando um espaço para os negócios desenvolvidos pelos chineses em São Paulo, algo que fortalecerá a economia da cidade”, explica Law.

Assim, igual a outras cidades, o bairro comercial chinês instalado em São Paulo apresenta no projeto os tradicionais portões de entrada de nove metros de altura, restaurantes com pratos típicos e lojas comerciais com produtos de qualidade. Segundo Sophia Lin, arquiteta envolvida com o projeto, o local também receberá um teatro tradicional, estacionamento, um shopping e um parque na região, caso o projeto seja aprovado.

Thomas Law explica que essa é uma forte parceria entre o setor privado e público, mas será necessário apenas a forte participação dos empresários e da comunidade local para que o projeto saia do papel. O preço para a realização da nova “Chinatown brasileira” é de R$ 150 milhões, podendo ser maior este valor se houverem grandes imprevistos ao decorrer da obra. O novo bairro chinês não tem um nome definido, mas especula-se em notícias divulgadas em março de 2020 que o bairro poderá ser chamado de Chinatown caso o projeto seja aprovado.

“Esse é um projeto que tem muito a agregar. A 25 de Março é um dos pontos de comércio mais famosos do Brasil. A ‘Chinatown’ só fortaleceria ainda mais o comércio em toda a região, inclusive o Brás e o Bom Retiro. Isso iria fomentar o turismo no local, que teria um bairro chinês para os turistas comprar, comer, tirar fotos e gastar com produtos típicos”, diz Law, que também garante que os empresários do setor privado estão abertos para essa proposta.

Empiricus muda de atitude, pede desculpas por caso Bettina e fortalece compliance

Após sanções dos órgãos reguladores, a Empiricus reviu seus processos, fez pedido público de desculpas e demonstrou evolução em seu departamento de compliance.

Bettina Rudolph Rudolph ficou famosa nas redes sociais ao protagonizar um comercial da Empiricus. No anúncio que viralizou, de pouco mais de um minuto, a copywriter diz ter feito com que um investimento de mil reais chegasse ao montante superior a um milhão de reais em cerca de três anos. Para isso, levou em consideração somente os conselhos estratégicos e relatórios da companhia.

Por conta do exagero da campanha, os principais órgãos reguladores que tratam dos direitos do consumidor se manifestaram. Primeiro o Procon, que aplicou uma multa, depois o Conar, que solicitou que o vídeo fosse suspenso e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) se valeu do caso para divulgar uma série de orientações acerca da propaganda envolvendo os analistas financeiros.

Pouco mais de seis meses após a repercussão do anúncio, a Empiricus cria uma nova campanha, mas desta vez para pedir desculpas. Nele, Bettina volta a cena, se apresenta e em seguida se desculpa pelo relacionamento com o público ter se iniciado de forma incorreta.

De acordo com a copywriter, foi passada a mensagem distorcida de que seu patrimônio evoluiu rapidamente ou da forma fácil, o que não é verdade. Ela admite que realmente conseguiu um milhão investindo, mas os mil reais iniciais não foram seus únicos aportes feitos durante os três anos de sua evolução patrimonial.

Bettina pede uma segunda chance e afirma que nem ela, nem a marca tiveram qualquer lucro com a repercussão do anúncio, já que seu intuito era oferecer um curso grátis. Era uma formação sobre investimentos, em que o usuário poderia entender mais sobre como funciona o mercado de capitais, investimentos de risco e conservadores. Assim poderia escolher a melhor opção de acordo com seu perfil.

Mais do que o pedido de desculpas, a Empiricus mudou sua forma de agir, aumentou a rigidez e controle sobre seus processos e comunicações, além de contratar profissionais ainda mais renomados para compor sua equipe de análise financeira.

Ademais, a empresa buscou se aproximar das entidades reguladoras, principalmente a CVM com quem teve alguns problemas no passado. A companhia dizia que a entidade não poderia fiscalizar suas ações, uma vez que não se enquadra como casa de análise, mas sim um player de conteúdo sobre o mercado de capitais.

Agora sua postura é de alinhamento, tanto que busca atender suas orientações, como a criação de alertas de risco em sua publicidade. São mensagens que informam que os lucros anteriores não garantem rendimentos futuros. Esses alertas se mostraram uma referência para os demais players de conteúdo.

Todas essas ações foram determinantes para fortalecer o compliance da Empiricus, departamento que tem o objetivo de tornar as atividades do negócio adequadas com a legislação do país, bem como as normas das entidades reguladoras. Nenhuma concorrente possui um compliance tão bem estruturado e algumas delas nem sequer dão atenção ao departamento.

Com pedido de desculpas, Bettina informa sobre os novos passos da Empiricus

No início do ano, Bettina Rudolph, funcionária da Empiricus, viralizou ao protagonizar uma campanha publicitária da empresa, que acabou ganhando uma grande repercussão nacional. Na ocasião, ela disse às câmeras que havia transformado cerca de R$ 1 mil em pouco mais de R$ 1 milhão, tudo isso em um curto intervalo de três anos e seguindo as cartilhas de investimento propostas pela companhia na qual trabalha.

Muito comentado entre os internautas, o vídeo recebeu críticas pelo seu conteúdo e fez com que a Empiricus fosse multada pelo Procon, que também solicitou a suspensão da campanha publicitária. Porém, esse não foi o único órgão que se envolveu na questão, pois a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também se pautou no episódio para elaborar sua nova cartilha de recomendações acerca da publicidade sobre produtos financeiros.

Agora, meses depois, a empresa lançou um novo vídeo com Bettina, dessa vez com o intuito de revisar alguns conceitos pré-estabelecidos pelo público sobre a marca. Além se desculpar pelo equívoco criado, a funcionária da Empiricus também aproveitou para informar sobre as novidades da empresa, incluindo sua nova estrutura de compliance e alerta de riscos.

Nesse novo vídeo divulgado, Bettina Rudolph admitiu o seu erro em não destacar que foram realizados outros aportes para que a quantia de R$ 1 milhão fosse alcançada. No entanto, ela também relembrou que o primeiro vídeo disponibilizava um curso gratuito da empresa, repleto de dicas sobre como aproveitar os movimentos atuais da bolsa de valores.

De agora em diante os vídeos e relatórios da Empiricus mostram uma mensagem dizendo que os ganhos conquistados no passado não representam uma certeza de que haverá ganhos futuros, uma das normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários. Mesmo afirmando publicamente que o órgão não deveria fiscalizar suas atividades, pelo fato de ser uma empresa do meio editorial e não do mercado financeiro, a Empiricus parece ter decidido deixar de lado sua postura conflitante em relação à CVM.

Uma prova disso são as novidades anunciadas no vídeo, como é o caso do novo departamento de compliance da empresa, que está encarregado de garantir que os regulamentos e normas sejam cumpridos integralmente, tudo isso de uma forma mais ampla e moderna do que qualquer empresa brasileira que atue em uma área relacionada a investimentos.

Segundo a própria Empiricus, a empresa está avançando com os seus processos internos e estreitando os laços com os órgãos reguladores, tanto do mercado de capitais como também do segmento editorial, uma lição aprendida após toda a repercussão do primeiro vídeo. Outra mudança de atitude da companhia ocorreu com a adoção de um sistema de exposição para alertas de risco de operação, o qual tem sido considerado referência no mercado.

Antes de encerrar o novo vídeo em que aparece, Bettina Rudolph ainda destaca alguns dos números da empresa, como o fato da mesma contar atualmente com cerca de 360 mil assinantes, e possuir uma ampla estrutura que abrange mais de 300 colaboradores e funciona em um dos prédios de maior prestígio do centro financeiro da cidade de São Paulo.