Dívida pública federal pode alcançar os R$ 4 trilhões em 2018

Segundo os dados publicados nesta quarta-feira, 25, pelo Tesouro Nacional, a dívida pública federal, a DPF, atingiu o valor de R$ 3,754 trilhões em junho, como uma taxa de aumento de 1,01% em relação aos dados da última pesquisa. Em Maio, o levantamento dos analistas financeiros era de um montante em dívidas da União de R$ 3,716 trilhões.

O que mais pesou no crescimento da dívida foram os juros indexados aos papéis, de incidência mensal. Para os especialistas em economia do governo brasileiro, o pacote de juros foi responsável pelo montante de R$ 38,04 bilhões no mês de junho.

Emitida pelo Tesouro Nacional, a dívida pública é uma forma que a federação possui de arcar com as despesas que superem os valores arrecadados em impostos, bem como para financiar o déficit de orçamento do governo. De acordo com os dados oficiais da União, no ano de 2017 o débito orçamentário aumentou 14,3%, totalizando um montante de R$ 3,55 trilhões no período. Segundo os analistas, a previsão para 2018 não é das mais favoráveis. Se a tendência for confirmada, a dívida pública federal terá um novo crescimento preocupante, podendo chegar ao valor recorde de R$ 4 trilhões.

O maior problema para o balanço do governo é o custo médio da dívida pública: em maio, representava 10,04% ao ano; no mês de junho, 10,03%. Para a coordenadora de operações de dívida pública do Tesouro Nacional, Márcia Tapajós, a porcentagem elevada supera inclusive a taxa Selic, (atualmente em 6,5% ), e foi agravada pela instabilidade no quadro político-econômico interno e externo.

O montante total da dívida pública federal abarca duas fatias do conjunto: a Dívida Pública Externa, a DPFe, e a Dívida Pública Federal Interna, também conhecida como DPMFi. Em relação ao mês de junho, a DPFe sofreu um aumento de 2,67% se comparada aos valores do mês de Maio, com um valor nominal de R$ 146,79 bilhões. A DPMFi, por sua vez, fechou o período com R$ 3,607 trilhões acumulados, o que representa uma alta de 0,94% em relação aos dados levantados no mês anterior.

Empresa começa em garagem e fatura R$ 2,9 milhões neste ano

Em Curitiba, no bairro Portão, os jovens Murilo, 23, e Gabriel Borges, 25, iniciaram a produção e a venda de quadros. O local de trabalho era uma garagem alugada, o nome do negócio é Los Quadros.

Quando percebeu que havia pessoas interessadas em itens para produzir seus próprios quadros, Gabriel teve a ideia de criar o negócio. O espírito empreendedor vinha de anos atrás, quando vendia diversos tipos de produtos pela internet, desde peças de computador antigas até cera de cabelo. Percebendo que havia uma necessidade e uma procura por placas de MDF (chapa de fibra madeira) e adesivos decorativos para colar molduras, o jovem então viu que poderia trabalhar com esses materiais.

Com formação em engenharia mecânica, Gabriel iniciou a empresa no ano de 2015 inicialmente produzindo quadros em casa, nesse mesmo ano, o irmão Murilo, estudante de agronomia, passou a fazer parte da empresa.

A confecção de quadros artesanais utiliza vidro, tinta, madeira e até mesmo uma serra elétrica. Foi necessário aprender a utilizar os recursos do Photoshop para editar as imagens. A produtividade é um dos pontos fortes, por mês eram feitos aproximadamente 400 quadros, a entrega era realizada inicialmente a pé ou de ônibus na cidade de Curitiba. O investimento para iniciar a empresa foi de R$ 3.000,00.

 Quando o irmão mais velho, Douglas, 30, decidiu entrar na empresa, então veio a ideia de expandir o negócio. No mesmo ano durante o mês de abril a primeira loja foi inaugurada em um shopping de Curitiba. O investimento de R$ 20 mil reais para o espaço da loja já foi recuperado no primeiro mês.

A produção começou a progredir para um nível mais industrial, diferentemente do trabalho mais artesanal que era feito. Ainda no bairro do Portão, o espaço de 300 metros quadrados foi alugado para uma fabricação maior dos quadros, para isso foi necessário investir R$ 70 mil.

Atualmente a empresa possui 15 lojas no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo, sendo que nove são franquias. As franquias estão paradas no momento para um foco maior no negócio. No ano passado, o faturamento da empresa foi de R$ 800 mil, nos primeiros meses deste ano, houve um faturamento de R$ 2,9 milhões.

Bandeira verde é determinada pela Aneel até o mês de março de 2018

De acordo com Fernando Coelho, atual ministro de Minas e Energia, uma nova determinação realizada no dia 16 de janeiro de 2018 muda de faixa tarifária as contas de energia elétrica para a bandeira verde. Essa mudança de bandeira está prevista pelo governo até o mês de março deste ano, e a mudança de faixa tarifária foi devido ao período chuvoso que o país se encontra.

As chuvas estão acima da média desde o final do ano, possibilitando um acúmulo nos níveis das hidrelétricas em todo o país. “O sistema elétrico nacional é interligado, e a gente veio de cinco ou seis anos de chuvas abaixo da média nos maiores reservatórios, mas os resultados de novembro e dezembro e dos primeiros dias de janeiro têm sido muito animadores”, explicou o ministro. É importante lembrarmos que a Aneel– Agência Nacional de Energia Elétrica – já tinha considerado a mudança de bandeira no final do ano passado, logo nos primeiros sinais de recuperação dos níveis das represas.

Dentre outubro e novembro do ano passado, a tarifa vermelha patamar 2, considerada a mais alta, foi determinada aos consumidores. Para esta categoria tarifária, o valor da cobrança atingiu a casa dos R$ 5 a mais para cada 100 kWh – quilowatt-hora – de consumo. No mês de dezembro do ano passado, o valor da tarifa continuou a ser cobrado com a bandeira vermelha, mas já com a redução para o patamar 1, onde o valor da taxação é de R$ 3 a mais para cada 100 kWh consumidos.

As cobranças que são repassadas aos consumidores é devido ao uso de usinas termelétricas, que são acionadas quando existe uma necessidade pela demanda de energia elétrica que as hidrelétricas não dispõem. A recuperação dos níveis hídricos é uma oportunidade de serem desligadas as termelétricas em operação, o que irá contribuir muito para a redução no valor da conta de luz.

Mesmo com a mudança na tarifa da conta de luz para bandeira verde e com os valores adicionais não serem cobrados, a Aneel aponta para o controle e não desperdício de energia elétrica neste momento, levando em conta que uma maior demanda de energia tem como consequência as termelétricas como medida de segurança.