Aeroportos de todo o país irão receber R$ 162,5 milhões em investimentos

Um investimento realizado pelo “Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil”, direcionados ao Aeroporto de Passo Fundo, localizado no Rio Grande do Sul, foi anunciado no dia 7 de dezembro de 2017. O investimento foi firmado junto ao governo do estado no total de R$ 45 milhões.

O real objetivo é ampliar o poder de capacidade no terminal da cidade, localizado a 290 km do centro de Porto Alegre. Isso irá possibilitar as operações de mais aeronaves identificadas dentro da categoria 3C. Nesta região, o carro chefe da economia é o setor de aviação, que é detentor do quinto melhor retrospecto dentro do estado.

Desse total de investimento anunciado pelo ministério, 97% terão contribuições destinadas pelo Governo do Brasil, os outros 3% serão recebidos do governo do estado. De acordo com a pasta, o tempo estimado para a realização do projeto será de 1 ano e 10 meses. Logo na primeira fase que compõe o empreendimento, que deverá será concluída no mês de dezembro de 2018, as pistas para pouso e decolagem já estarão entregues, junto a regularização de outras faixas voltadas para as operações de rotina e áreas de segurança.

Já na segunda fase, o objetivo é concluir um terminal para os passageiros, áreas de segurança contra incêndio, um pátio para as aeronaves e taxiway. O terminal também será equipado com o que existe de melhor em termos de ferramentas para a navegação aérea. O ministro Maurício Quintella, do Ministério dos Transportes, revelou que os investimentos deverão aumentar a oferta de voos da região de Passo Fundo. Ele ainda lembrou que os valores também serão distribuídos conforme forem sendo concluídas as etapas previstas pelo projeto.

De acordo com o “Programa de Investimentos em Aeroportos Regionais”, no atual momento existem 17 compromissos no valor de R$ 162,5 milhões, sendo R$ 142,1 milhões vindos do Governo do Brasil. As obras de reforma e de ampliação relacionadas com a pista para pouso e decolagens, as pistas de taxiway, e a compra de muitos equipamentos que irão auxiliar toda a forma de navegação, são os principais objetivos que irão ser oferecidos pelo programa.

 

Cesta básica está mais barata em 17 capitais, aponta pesquisa

Os itens que compõe uma cesta básica ficaram mais baratos no mês de novembro em 17 das 21 cidades brasileiras participantes da pesquisa. Os dados, divulgados pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, mostram que Rio de Janeiro (3,25%), Belém (2,26%) e Brasília (2,12%) foram as cidades de maior queda no valor.

O Nordeste do país houve registro de quatro altas: Natal, Aracaju, Maceió e Recife. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que realizou a pesquisa, foram os gaúchos que pagaram mais caro no período pela cesta básica.

Em Porto Alegre, maior valor registrado no período relatado, a soma total dos itens chegou a R$ 444,16. A região também foi a que mais comprometeu o orçamento com compra dos produtos. Os riograndenses gastaram quase 52% do salário mínimo vigente (R$ 927,00) nos itens essenciais que compõem a cesta básica.

São Paulo ficou em segundo lugar como a capital que apresentou valor mais oneroso. A cesta básica dos paulistanos custa cerca de R$ 424,00 – 1,14% mais baixo que o registrado no mês passado.

O terceiro maior valor ficou com Florianópolis (R$ 415,00). Em contrapartida, o valor mais baixo constatado na pesquisa do mês foi encontrado em Salvador (R$ 315,98), seguido por João Pessoa (R$ 324,90) e Recife (R$ 327,85).

A redução no valor de compra mais expressiva nos itens da cesta básica foi a encontrada em Campo Grande: quase 15%. O valor médio na capital foi de quase R$ 365,00.

No total, o estudo demonstrou que todas as capitais tiveram redução significativa no valor da cesta básica no acumulado do ano. Entretanto, o Dieese estima que o valor adequado para o salário mínimo deveria ser de R$ 3.731,39.

De acordo com a pesquisa, esse seria o orçamento ideal para que uma família de quatro pessoas tenha condições de comprar a cesta com os itens essenciais de consumo sem comprometer outras compras.

Esse número equivale a quase quatro vezes o valor do salário mínimo em vigor atualmente. No mesmo período, em 2016, a estimativa era de R$ 3.940,41 ou quase 4,5 vezes o que o salário mínimo valia naquela época (R$ 880,00).

 

Serasa diz que inadimplência bate recorde entre as micro e pequenas empresas

Segundo estudo realizado pela Serasa Experian, a quantidade de micro e pequenas empresas inadimplentes no Brasil chegou a quase 5 milhões no mês de outubro deste ano. Desde o início do levantamento, no mês de março do ano passado, esse é o maior número já registrado. Essa quantidade de empresas representa um aumento de 12% em comparação ao ano passado no mesmo período. Entre as inadimplentes estão as de prestação de serviço que representam 45,6%, as comerciais 45,2% e as que pertencem a indústria somam 8,8% dos endividados.

A participação dos prestadores de serviço na economia do país explica os números negativos altos, disse Luiz Rabi, economista da Serasa. “Atualmente, dos negócio abertos no país, quase dois terços são representados pelo setor de serviços”.

Entre as empresas do setor de serviços, 50% se encontram inativas, segundo Rabi, que disse que o Brasil está em recessão em 2017, mas a recuperação econômica não chegou a esse setor ainda.

A região que mais possui micro e pequenas empresas negativadas é a região Sudeste, com um total de 53,7%. Os estados com os maiores números de empresas inadimplentes dessa região, são: São Paulo com 32,5%, Minas Gerais com 11,1% e o Rio de Janeiro com 8,1%.

O Produto Interno Bruto, o PIB, que é a soma de toda a riqueza do país tem as micro e pequenas empresas representando 27% do seu total.

Para os especialistas, o refis estimula a inadimplência, pois a abertura de programas de financiamento com frequência faz com que as empresas se acostumem com a situação.

O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, João Eloi Olenike, acha que esses programas de financiamento prejudica as empresas que cumprem com as suas obrigações fiscais corretamente, e os devedores acabam sendo incentivados pelos programas, pois sempre ficam esperando um novo financiamento para poder pagar suas dívidas.

As empresas que estão negativadas e querem negociar suas dívidas atrasadas podem utilizar o site do Serasa. É realizado um cadastro gratuito no Recupera PJ, que irá mostrar as pendencias das empresas para negociação.

 

Vendas de Natal terão crescimento de 7% em 2017, afirma a Abrasce

Uma estimativa realizada pela Abrasce – Associação Brasileira de Shopping Centers, diz que em 2017 as vendas de Natal realizadas em shopping centers em todo o país, terão alta de 7%. Esse número estimado é em comparação com o mesmo período em 2016. Essa estimativa vem de uma pesquisa realizada pela Abrasce com os empreendimentos ativos em todo o país, e tomou como base a maior procura de clientes nos shoppings e as estimativas de crescimento econômico já traçadas para este ano.

Segundo a Abrasce, este ano as vendas de Natal serão superiores ao ano passado, onde as vendas alcançaram 0,3% em comparação com o ano de 2015. Dentre as categorias que mais terão potencial de elevar as vendas este ano, vestuário, eletroeletrônicos e calçados são os que mais terão procura, segundo as estimativas da entidade. Já que as perspectivas para as vendas de Natal estão melhores em 2017, as contratações temporárias nos shoppings para o fim deste ano também demonstram perspectivas positivas, com previsão de crescimento de 5% no número de contratações com registro em carteira.

Mesmo o Brasil tendo passado por um ano de crise econômica, demonstrando uma retomada econômica ainda tímida, a entidade apontou para perspectivas positivas de crescimento no número de vendas para o Natal deste ano, e teve como base o bom retrospecto de vendas nos shopping centers do país em 2017. Segundo a Abrasce, no acumulado deste ano até o mês de setembro, houve um crescimento nas vendas realizadas nos shopping centers, com alta de 5%.

O segundo semestre deste ano vem demonstrando ótimos retrospectos, e deve manter as expectativas de fechamento entre 5% e 7% previstas pela entidade. As estimativas traçadas de melhora para a economia brasileira até o final deste ano, deverão se manter positivas e poderão ser sentidas nas vendas de Natal deste ano, afirma a direção da Abrasce em uma análise realizada. “A retomada gradativa da confiança do consumidor no segundo semestre deu um fôlego maior ao varejo”, explicou Glauco Humai, presidente da associação.

Ainda segundo a entidade, alguns pontos da reforma trabalhista que entrou em vigor em novembro deste ano, poderão impulsionar o número de contratações no comércio, devido a uma maior flexibilidade entre patrão e empregado. A tendência de confirmação para os números positivos nas vendas no comércio irão refletir no primeiro trimestre de 2018, segundo as estimativas da Abrasce.