Segundo Luiz Carlos Trabuco, próximo presidente do Bradesco é membro da atual diretoria executiva

Luiz Carlos Trabuco Cappi declarou, no último mês de outubro (11), em entrevista para esclarecimentos sobre o momento de transição no conselho de administração da entidade, que o seu sucessor na presidência executiva do Bradesco é membro da atual diretoria executiva da instituição. Obedecendo ao costume do banco em optar por um funcionário do alto-escalão, a perspectiva é de que o próximo presidente seja escolhido entre os sete vice-presidentes da organização.

De acordo com Trabuco, a escolha de um executivo da própria instituição é acertada e o nome do indicado pode ser revelado antes do prazo definido pelo regimento interno da organização (março de 2018): “A organização é complexa, somos uma organização grande, segmentada. Tudo isso vai refletir no melhor perfil para a escolha do profissional, não há surpresas do ponto de vista de uma antecipação desse processo”, afirmou

Pouco tempo antes, o banco havia anunciado a saída de Lázaro Brandão do cargo de presidente do conselho de administração. Luiz Carlos Trabuco Cappi assumirá a função em substituição a Brandão – que atuou com funcionário do banco por mais de setenta anos. Carlos Alberto Rodrigues Guilherme, que possui quase seis décadas de trabalho no banco, é quem deverá ocupar a cadeira de vice-presidente do conselho.

Conforme destaca Lázaro Brandão – que presidiu o conselho de administração por 27 anos – o procedimento de sucessão já vinha sendo estudado nos últimos tempos. Entretanto, para que nenhuma definição ocorresse de forma prematura, a regra que obrigaria Luiz Carlos Trabuco Cappi a renunciar à presidência da instituição assim que completasse 65 anos foi alterada, possibilitando que seu período como presidente fosse ampliado até março do próximo ano.

Ainda segundo Brandão, o prolongamento do mandato de Trabuco deu espaço para que as tomadas de decisão fossem concebidas de forma tranquila: “Na ocasião, ainda não estava confirmado, ainda tinha uma pendência envolvendo a sucessão do presidente do conselho. Eu estava um pouco em dúvida, era prudente que não se precipitasse.”, explicou. De forma complementar, Lázaro ainda ressaltou que Luiz Carlos Trabuco Cappi dispõe de todas as prerrogativas para exercer de forma eficiente a função de presidente do conselho de administração.

Sobre o atual momento do país

Trabuco salienta que o principal fator de retomada do crescimento da economia do país está relacionado ao consumo familiar. Segundo o presidente: “Isso que nos faz ser otimistas no curto prazo, a despeito da economia (…). A economia brasileira está descolada do processo político, é só observar o volume de investimentos estrangeiros diretos, que têm batido recorde”, evidencia. Já quando o assunto é crédito, Cappi não detalhou projeções, todavia, reforçou que, conforme a economia volte a crescer, o acesso ao crédito deve ser multiplicado na mesma proporção.

Luiz Carlos Trabuco Cappi é natural de Marília (SP) e estudou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo. Ingressou no Bradesco ainda em 1969. Dentre os cargos que chefiou antes de alcançar a presidência-executiva do banco em 2009, destaca-se o de presidente do Grupo Bradesco Seguros, no período de 2003 a 2009.

 

Customer Experience Summit e a importância da experiência do cliente – com Rodrigo Terpins

Muito se debate nos dias de hoje sobre experiência do consumidor. E é com foco nessa temática que foi realizada, no último mês de setembro (28), a Customer Experience Summit, maior evento do pais com foco total em experiência do cliente. Atualmente em sua 4º edição, a organização do evento ocorrido do Shopping Vila Olímpia, em São Paulo, ficou sob a responsabilidade da startup mineira Track Sale. Conforme reporta o empreendedor varejista Rodrigo Terpins, aproximadamente 800 gerentes, especialistas, empresários e interessados em geral participaram do evento. No local, foram debatidas técnicas e ferramentas de aprimoramento das experiências de compra e feedback dos clientes. Também foram discutidos métodos voltados para fidelização da clientela às marcas.

A abertura do evento ficou a cargo de Luiz Heleno Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza. Em sua fala, a fundadora da loja de departamentos esclareceu que o trabalho com vendas necessita, antes de qualquer coisa, de gostar de pessoas; afinal de contas, o consumidor é o grande motivador da existência de qualquer negócio. Ainda conforme noticia Rodrigo Terpins, todos os palestrantes salientaram um mesmo ponto: o sucesso das empresas está diretamente associado à sua habilidade de atender o consumidor da melhor maneira possível e possibilitar uma experiência de relação entre as duas partes.

O uso da tecnologia foi outro ponto bastante abordado no Customer Experience Summit. Segundo afirmou Luiza Trajano: “em tempos de redes sociais, é preciso que as marcas concentrem todos os esforços na experiência positiva do cliente. Estamos fazendo nossa marca o tempo todo e percebemos que o poder está em servir as pessoas”, reporta Rodrigo Terpins.

Já Tomás Duarte, cofundador da Track Sale, expôs um interessante panorama sobre o futuro do consumo. Segundo o CEO da startup organizadora do evento, até o ano de 2030 smartphones possuirão capacidade e funcionalidades superiores aos computadores mais modernos; sistemas de entrega de produtos, hoje apoiados em carros e motocicletas, serão baseados no uso de drones; e as startups irão prevalecer em mercados atualmente dominados por grandes corporações. Contudo, o foco ainda será na satisfação do cliente, noticia o empreendedor varejista.

O equívoco em afirmar que o uso da tecnologia limita o contato humano foi um tópico colocado em debate por Claudia Vale, sócia-diretora da consultoria especializada em experiência do cliente Flwow. Rodrigo Terpins reporta o argumento de Claudia: “as redes sociais, quando afastam as pessoas, é muito mais culpa dos que não sabem, efetivamente, se relacionar. Existem pessoas que usam a tecnologia e não se afastam das pessoas”.

De forma complementar, ao longo do evento ficou evidente entre os palestrantes, que, num futuro próximo, as organizações deverão criar fortes vínculos emocionais com seu público consumidor e que os acessórios tecnológicos são aliados importantes nessa jornada. Um exemplo bastante atual é a utilização de leitores faciais: tais ferramentas são capazes de analisar o humor do consumidor e direcionar o melhor tipo de atendimento para este cliente, noticia o empresário do ramo varejista Rodrigo Terpins.

 

Novo corte na Selic realizado pelo Copom reduz a taxa de juros a 7,5% ao ano

No dia 25 de outubro de 2017, o Copom – Comitê de Política Monetária – realizou mais um corte na taxa Selic, taxa básica de juros, sendo esse corte o 9º consecutivo esse ano. A taxa básica de juros do Brasil que estava em 8,25% a.a, sofreu um recuo para 7,5% a.a, o equivalente a um recuo de 0,75 ponto.

Esse novo corte já era esperado segundo as projeções realizadas pela equipe econômica do governo nos últimos meses. Segundo essas estimativas, o esperado até o final de 2017 é que a taxa básica de juros chegue a 7% a.a. Esse novo corte realizado pelo Copom teve a influência de fatores da atividade econômica, que demonstram uma retomada gradual na recuperação do país.

Levando em conta também o mercado externo, o ótimo retrospecto da Alemanha na zona do Euro, a forte ascensão da China como economia dominante, entre outros acontecimentos que influenciam direta e indiretamente a recuperação econômica brasileira, fortalece a visão que outros países investidores têm sobre o Brasil passando a enxergar menos riscos.

A última vez que a taxa Selic esteve tão baixa foi em 2013, quando naquela época ela estava em 7,5% a.a, mas esteve em 7,25% a.a no período de outubro de 2012 até abril de 2013, sendo a menor taxa Selic registrada na história. Em julho de 2015, após vários reajustes na Selic, a taxa atingiu 14,25%, considerado o maior nível já registrado até hoje. O Copom retomou os cortes na Selic somente em outubro de 2016.

O BC – Banco Central, controla a inflação que é medida através do IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo – com os juros abaixo da Selic. De acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o resultado do IPCA no mês de setembro deste ano é de 0,16%, um número bem próximo dos 0,08% registrado no mesmo período em 2016, considerado também uma mínima histórica.

No acumulado de 12 meses entre setembro de 2016 e setembro de 2017, o IPCA ficou em 2,54%, a menor taxa registrada desde o mês de fevereiro de 1999. Segundo o Copom, todas essas reduções estão dentro do esperado para o atual cenário da inflação neste momento da economia.